A sensação do momento quando falamos em jogos, principalmente para computadores, é o streaming. Depois do OnLive e do Gaikai chamar a atenção de todo o mundo com a promessa de que até mesmo um Crysis poderia rodar naquele velho PC jogado nos fundos da sua casa, quem pretende ganhar um espaço é o OTOY.
Com previsão de lançamento para o verão norte-americano, a ideia por trás do serviço não possui muita diferença em relação ao que o OnLive promete, rodar os jogos no servidor da empresa e enviar a imagem para o computador do jogador, como se fosse um vídeo.
O grande detalhe aqui é que se nós achávamos que algo assim seria terrível para as fabricantes de hardware, já que eliminaria a necessidade de upgrades constantes, o OTOY revelou algumas de suas parcerias e entre elas estão a Super Micro e a AMD.
Em se tratando de jogos, um dos maiores trunfos da Microsoft nesta geração foi um jogo de tiro em terceira pessoa onde participamos de um grupo de combatentes que tentam livrar a Terra de uma invasão alienígena.
Gears of War assombrou os jogadores ao mostrar do que a Unreal Engine 3 e o Xbox 360 eram capazes e a franquia certamente ajudou a vender alguns consoles desde o seu lançamento, já que ela não estava disponível no Ps3. Contudo, durante a GDC Mark Rein, vice-presente da Epic, tratou de esclarecer que os direitos da franquia não pertence a Microsoft.
“O Gears of War nos pertence. Podemos fazer o que quisermos com ele. Nós temos um ótimo relacionamento com a Microsoft e eles nos ajudaram a transformar o jogo num enorme sucesso e estamos muito felizes com a maneira como as coisas estão indo.”
Isso quer dizer que um dia poderemos controlar Marcus Fenix e seus amigos no Playstation 3, por exemplo? É possível, embora improvável. A menos que alguma concorrente da Microsoft um dia apareça com uma generosa sacola de dólares ou faça à Epic alguma “proposta irrecusável”.

Como todos vocês devem saber, no mundo dos games sempre existiram as desenvolvedoras de jogos e as editoras, aquelas empresas que, boa parte das vezes, financiam o desenvolvimento dos jogos e que ficam responsáveis pela fabricação das mídias e embalagens, assim como sua divulgação.
Bom, jogando o Batman: Arkham Asylum uma coisa me passou pela cabeça: É justo a editora ser levar os créditos ou ser considerada culpada pela qualidade de um jogo? deixe-me tentar explicar melhor.
Da mesma forma como muitos de nós escolhemos nossas empresas favoritos, é natural desconfiarmos de tudo o que algumas delas colocam a mão e basta um jogo ser vinculado ao nome de algumas editoras para que surjam diversas previsões de ele não prestará.
Vamos pegar alguns exemplos. Depois de inúmeros erros, vários jogadores deixaram de acreditar na capacidade da Sega. Quando pegamos títulos da empresa como The Club e Aliens vs. Predator, jogos que não foram muito bem recebidos, quantos sabem que na verdade eles foram desenvolvidos pela Bizarre Creations e Rebellion, respectivamente?
Passemos então para a Eidos Interactive, empresa tão adorada pelos gamers e tida como “mãe” da franquia Hitman, que na verdade foi criada pela até então independente IO Interactive, além de ter recebido elogios pelo próprio Batman: Arkham Asylum, este desenvolvido pela Rocksteady.
Acho que fazer essa distinção é um pouco difícil e o que quero saber de vocês é se não estamos sendo injustos quando um jogo se mostra uma porcaria e logo partimos para criticar a editora, já quando ele se torna um sucesso, entregamos todos os louros à ela, sendo que foram outras pessoas que o desenvolveu? Por outro lado, a partir do momento que a empresa financia e coloca seu nome em um jogo, ela também não se torna responsável?
Espero ter conseguido me fazer entender e conto com a colaboração de vocês para esse solucionar essa dúvida que, sinceramente, ainda não consegui formar uma opinião.
Quem aqui nunca teve uma grande decepção ao finalmente colocar as mãos em um jogo que há muito aguardava? Embora o maldito hype seja excelente para que as produtoras consigam vender algumas milhares de cópias a mais, em boa parte das vezes ele também é o responsável pela expectativa que os jogadores depositam nos futuros lançamentos.
O Gametrailers resolveu então listar os jogos que mais decepcionaram nos últimos dez anos e se alguns acabaram sendo indicados por ser uma mancha no portfólio de empresas conceituadas, como a Rockstar ou a Factor 5, a maioria está ali por se tratar da sequência de uma grande franquia.
Portanto, veja se você concorda com o top 10, mas já aviso que alguns jogos que possuem muitos fãs estão nela, então não vá ficar nervoso se algum que você idolatra aparecer, ok?
Ainda sem uma data para seu lançamento, Deus Ex: Human Revolution é a continuação de uma série que foi muito bem sucedida ao adicionar elementos de RPG aos jogos de tiro em primeira pessoa.
Situado em 2027, ele se passará antes do primeiro jogo, quando os implantes nanotecnológicos ainda não foram inventados e por isso os humanos usam modificações biomecânicas em seu corpos. Durante a aventura, alguns eventos farão com que seja criada a United Nations Anti-Terrorist Coalition (UNATCO), órgão onde trabalha JC Denton, o protagonista de Deus Ex.
Como a Eidos foi recentemente adquirida pela Square Enix, a empresa japonesa disse que pretendia ajudar na criação do jogo e isso pode ser visto na imperdível CG abaixo, criada pela tradicional fabricante de RPGs. Acho que vale a pena ficarmos de olho neste jogo, parece que algo bom está vindo por aí.
É relativamente comum vermos cineastas e game designers darem declarações de que se inspiraram no trabalho de outros profissionais para criarem suas obras e durante a GDC, Yoshio Sakamoto revelou o que influenciou uma das mais queridas franquias dos jogos eletrônicos, a Metroid.
De acordo com Sakamoto, dois filmes de terror descobertos por ele em sua juventude - Suspiria e principalmente, Prelúdio para Matar - e criados por Dario Argento serviram como base para o Famicom Detective Club II e as aventuras de Samus Aran.
“Prelúdio para Matar foi a grande inspiração para o meu processo criativo. Eu descobri sem dúvidas que queria criar coisas grandes, da mesma maneira que Argento fez.”
Ele comentou ainda sobre a maneira como o italiano controlava o timing, o contraste e a forma como ele preparava o espectador para situações que aconteceriam em seguida, tudo com o intuito de assustar as pessoas. O designer também mencionou o uso de rock progressivo por Argento, algo pouco comum na época, já que os filmes de terror costumavam usar apenas música clássica.
Acho que depois de saber desses detalhes, dificilmente conseguirei ver o Metroid da mesma forma. Mesmo não sendo um jogo de terror propriamente dito, parece mesmo que os filmes tiveram alguma influência na franquia, como a constante utilização das cores vermelho e amarelo* e o uso da música para criar o clima de suspense.
*Os filmes italianos de suspense costumam ser chamados de giallos, ou em português, amarelo e um dos seus principais representantes é justamente o Prelúdio para Matar.
[via Game|life]