Segundo a descrição do autor, a foto é de 2003, mas só agora foi adicionado a nosso grupo no Flickr. O usuário msokal conseguiu captar de sua janela essa bela manifestação climática que é homenageada nessa semana como a foto escolhida.
Só lembrando que a Foto da Semana é escolhida entre as imagens postadas em nosso grupo no flickr. Já temos 531 participantes e um total de 5.539 itens compartilhados.
Estatístícas do grupo do flickr do Meio Bit
Cinco maiores colaboradores
Dudu.Maroja – 399 fotos
washington lins – 186 fotos
Sandra Mora – 175 fotos
Rodrigo IronMan – 148 fotos
Roberto Ripoli – 144 fotos
Não precisam nem me dizer que esse livro está um pouco fora do objetivo central do Meio Bit, mas eu achei a publicação uma grande sacada. Se você gosta de fotografia e gosta de fotografar pessoas, então um dia vai querer fazer um ensaio com uma modelo. Claro que homens também são fotografados, mas geralmente as mulheres se soltam mais e, dentro do universo profissional, são as mulheres que mais procuram o serviço. Então nada mais natural que elas sejam o objeto de estudo para esse tipo de fotografia. E dentro dessa perspectiva, a dúvida cruel de todo iniciante que se propõe a fotografar uma modelo é em relação à postura e às poses que a mesma deve executar durante as fotos. Infelizmente, esse tipo de informação não existe de forma sistematizada na internet. Encontramos algo em blogs e Fóruns, mas no geral a gente tem que se virar e olhar o que está sendo feito em revistas de moda e tentar copiar. Porém, o mais complicado é a postura do fotógrafo perante a modelo. Isso a gente desenvolve com o passar do tempo e experiência.
Mas, não se preocupem, pois boa parte desses problemas estão resolvidos. Acabo de comprar um livro que deve ser muito útil para quem está começando e está com todas essas dúvidas na cabeça. Guia de Técnicas e Pose para Modelos de Cleber Medeiros tenta ser um guia de bolso para fotógrafos, modelos e produtores de moda. A parte mais evidente do livro é, com certeza, as dezenas de páginas com poses para modelos, incluindo um capítulo muito engraçado sobre o que não se deve fazer em hipótese alguma. As dimensões diminutas da obra permitem que você ande com ela dentro da bolsa do equipamento. Em um momento de dúvida é só mostrar para a modelo o que você quer dela, principalmente se não for uma profissional. Geralmente, o fotógrafo novato tem que apelar para amigas ou parentas, que não possuem a menor noção de como se portar diante de uma câmera, tornando o trabalho um pouco mais difícil e aumentando as possibilidades de um resultado catastrófico.
Nessa linha é que temos, a meu ver, a principal parte do livro, que trata de alguns temas básicos que não podem ser esquecidos em um ensaio fotográfico. A primeira diz respeito ao posicionamento do fotógrafo perante o trabalho e a necessidade de conhecer bem a modelo antes de fazer as fotos. O autor apresenta um pequeno questionário, que deve ser usado como um roteiro básico para uma conversa com a modelo. Perguntas simples que visam desvendar as preferências e gostos da pessoa ao ser fotografada. Isso elimina a possibilidade de fazer uma foto em um ângulo que a modelo não goste. O segundo ponto importante são as noções de enquadramento, composição e direção da modelo. O enquadramento e a composição estão intimamente ligados e existem diversas combinações possíveis. O autor destaca muito a regra dos terços que, em minha opinião, é a regra de composição mais fácil e com resultados mais agradáveis que podemos aplicar. A direção da modelo, como o próprio nome já diz, é a maneira como você vai dirigir o ensaio, fazer com que a modelo se sinta bem e explore todo o seu potencial.
O livro não é perfeito. Do ponto de vista teórico ele é muito bom e vale cada centavo do investimento, já na parte prática eu coloco aqui algumas críticas, que serão infundadas. Explico. Estilo fotográfico é uma coisa que não se compra, ele se desenvolve. E depois que você cria o seu fica complicado mudar ou mesmo avaliar outro estilo. Do meu ponto de vista fotográfico, algumas poses mostradas no livro são estranhas e eu nunca às repetiria. Da mesma forma que várias coisas que faço também não entrariam no livro se levado em conta o ponto de vista do autor. Para ver como as coisas são subjetivas, tenho um amigo que adorou o trabalho. Obvio que para os iniciantes esse livro é um trabalho muito relevante. Eu recomendo.
Cleber Medeiros é coordenador da Universidade de Fotografia – UPIS. Formado em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília, UNB, e é colunista das revistas Photomagazine e Photos e Imagens.
O livro pode ser encontrado por um preço médio de R$ 25,00.
A Magnum Photos é, sem duvida nenhuma, a agência de fotógrafos mais famosa do mundo. Fundada em 1947 por Robert Capa, Henri-Cartier Bresson, David "Chim" Seymor, George Rodger e Willian Vandivert, ela foi a primeira cooperativa de fotógrafos que o mundo conheceu. Todos os membros possuem voto e o direcionamento administrativo e a decisão das pautas que vão ser fotografadas também é decisão conjunta dos membros. Durante sua existência teve em suas fileiras os mais importantes fotógrafos que existiram e fotografou eventos e pessoas que deixaram a sua marca na história da humanidade. Por isso que torna-se importante a noticia que a Magnum vai disponibilizar importantes imagens de seu acervo no formato original de contact prints.
As reproduções serão impressas em papel fotográfico de tamanho 16x20 polegadas, embaladas individualmente em preto e envolvidas em folhas de acetato. Elas serão colocadas em caixas de luxo com o logotipo da agência e o nome do fotógrafo. Para o lançamento foram escolhidos seis portfólios: Eve Arnold e suas imagens icônicas de Marilyn Monroe no set do filme The Misfits (Os Desajustados); as fotos feitas por Rene Burri em 1963 de Che Guevara; Dennis Stock com as imagens de James Dean; Werner Bischof no pátio do templo Meiji; a série Os Cães feitas por Elliot Erwitt; e as fotos de George Rodger das tribos no sul do Sudão.
Por enquanto a coleção Magnum Contacts está disponível para entrega apenas no Reino Unido ao preço de $ 175,00 euros. Para dar uma olhada em todas as imagnes disponíveis é só ir até a página oficial do projeto.
Fotografar pode ser um ótimo passa tempo. Muitos usam o ato fotográfico para aliviar o estresse da vida urbana. Sair no fim de semana com seu equipamento e registrar a natureza ou formas arquitetônicas pode ser reconfortante, mas não precisa, necessariamente, ser um ato solitário. Para sorte dos fotógrafos amadores (aqui, a palavra amador é usada no sentido de pessoas que praticam a fotografia por amor e não no sentido pejorativo de coisa mal feita) existem, espalhados por quase todos os cantos do Brasil, os Fotoclubes.
Fotoclubes são associações sem fins lucrativos que visam agrupar fotógrafos amadores e profissionais em torno de discussões teóricas e saídas fotográficas práticas. Segundo nos conta a história, os primeiros fotoclubes apareceram na França em meados de 1850, apenas 11 anos após o anúncio oficial da invenção da fotografia, feita por Daguerre para a Academia de Ciências da França. Claro que naquela época o ato fotográfico era muito mais complicado. Para ser fotógrafo era necessário entender de química e física e carregar quilos de equipamentos e chapas de vidro. No Brasil, o primeiro fotoclube que se tem notícia foi o Photo Club Helios criado por imigrantes alemães em Porto Alegre no ano de 1918.
O movimento fotoclubista nacional foi muito forte na década de 70 e sofreu um declínio nas décadas seguintes por conta de sucessivas crises econômicas que tornaram o ato fotográfico muito caro. Várias associações fecharam suas portas enquanto outras sobreviveram com alguns poucos membros mais idealistas. Porém, tudo isso mudou com o advento da fotografia digital e a melhora da situação econômica do país. Com a grande tendência de convergência de mídias, quase todo mundo, seja por conta de câmeras ou por celulares, tem acesso imediato a fotografia. Com essa nova safra de fotógrafos surgindo os fotoclubes ganharam força e vários novos foram criados.
Um fotoclube não é apenas um lugar onde vários fotógrafos se reúnem para fazer fotos. Ele é um espaço de discussão. Vários dos movimentos que definiram a fotografia moderna no Brasil surgiram em discussões e debates teóricos em fotoclubes. Além de abrir o olhar, é um local para abrir a mente e realmente aprender fotografia.
Para quem se interessou pelo assunto e quer saber se sua região possui um fotoclube, é só entrar na página da Confederação Brasileira de Fotografia e averiguar os mais de 50 clubes filiados. Se você gosta de fotografia e possuí um grupo forte em sua cidade, a saída é fundar um fotoclube. Todas as dicas e orientações também podem ser conseguidas em um contato com a Confederação Brasileira de Fotografia.